quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ver-o-Peso


Historia



No século XVII, onde hoje esta o Mercado Ver-o-Peso, numa área que era formada pelo igarapé do Piri, os portugueses instalaram um posto de fiscalização e tributos dos gêneros trazidos para a sede das capitanias (Belém-PA). Este posto foi denominado Casa de Haver o Peso, que também tinha como atividade o controle do peso dos produtos comercializados. No início do século XIV, o igarapé Piri foi aterrado e, na sua foz, foi construída a doca do Ver-o-Peso.

Embora a cidade estivesse abalada pela revolta popular denominada Cabanagem (1835-1840), a Casa de Haver o Peso funcionou até os meados do ano de 1839. Em outubro deste mesmo ano, a repartição foi extinta e a Casa foi arrendada e destinada à venda de peixe fresco.

Em 1847, com o término do contrato de arrendamento, a Casa foi demolida e iniciada a construção dos Mercados de Peixe e de Carne, este último também conhecido como Mercado Municipal ou Mercado Bolonha, uma vez que sua edificação foi feita pelo engenheiro Francisco Bolonha.

No Ciclo da Borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, a cidade de Belém teve grande importância comercial, principalmente para o cenário internacional. Neste período, também se pode registrar mudanças urbanísticas. Importantes edificações foram surgindo e erguidas, entre as quais, o Palácio Lauro Sodre, o Teatro da Paz, o Palácio Antonio Lemos e o Mercado Ver-o-Peso.

A construção do Mercado de Ferro, como inicialmente era conhecido como Mercado Ver-o-Peso, foi autorizada pela lei municipal nº 173, de 30 de dezembro de 1897, e sua edificação, com o projeto de Henrique La Rocque, teve início no ano de 1899. Toda a estrutura de ferro do Mercado foi trazida da Europa seguindo a tendência francesa de art Nouveau da Belle Époque. Foi inaugurado em 1901.

O mercado faz parte de um complexo arquitetônico e paisagístico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado de Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açai, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira. O conjunto foi tombado pelo IP



















segunda-feira, 24 de junho de 2013

Forte do Castelo


Esta foto é rarisma, não se sabe ao certo o ano de seu registro. Ao fundo vemos o Forte do Castelo e na frente do mesmo uma grande muralha e na frente em campo aberto uma grande movimentação de pessoas e a expectativa do voo de um Dirigível.


Historia

Fundado por Francisco Caldeira de Castelo Branco no dia 12 de janeiro de 1616, o Forte do Presépio é o marco inicial da colonização da Amazônia por Portugal e que, mais tarde, daria origem à cidade de Belém. Originalmente, o Forte consistia apenas em duas paliçadas de pau-a-pique em cujo interior foram construídas umas poucas instalações, inclusive uma capela, dedicada a Nossa Senhora das Graças. Esta configuração permaneceria a mesma até ao final da rebelião tupinambá comandada por Guaimiaba em 1619 quando, avariado pelos combates, passou por sua primeira reforma. Coordenada pelo capitão Ayres de Souza Chichorro, a paliçada foi reconstruida, além de ter sido confeccionado um portão de pedra para a fortaleza cujas lajes este zeloso oficial foi pessoalmente buscar, por terra, ao Maranhão.

Ao longo de quase quatro séculos de história, o Forte foi reconstruido e reformado inúmeras vezes. Durante o século XVII, passou por momentos de extrema decadência, ora tomado pelo mato (1668), ora com a ruína de suas muralhas e instalações (1638) ou mesmo sofrendo com a falta de munições e artilheiros (1647). No início do século XVIII a situação não foi muito diferente. Em ruínas em 1721, o rei D. João V ordenou sua restauração. Contudo, esta começaria somente em 1728, tendo como encarregado o engenheiro Carlos Varjão Rolim. Na segunda metade deste mesmo século, foi estabelecido em suas dependências um precário hospital militar depois transferido para uma residência particular em 1768. Esta, depois de reformada pelo arquiteto Antonio Landi, daria origem ao casarão onde hoje está localizado o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

Durante o século XIX, o Forte foi palco de importantes acontecimentos da história de Belém, como a Cabanagem (1835). Apesar de ter ficado em ruínas na época da eclosão da revolta, os cabanos, conscientes de sua importância estratégica, o tomaram como um dos pontos-chave da luta. Profundamente deteriorado após os combates, o Forte só passaria por nova reforma no período de 1848 a 1854. Em 1877, por ordem do Duque de Caxias, o então Ministro da Guerra, o Forte foi “desartilhado” passando a função de arsenal de guerra e enfermaria. Com a extinção do arsenal em 1899, o Forte ficou abandonado até ser cedido, em 1907, à companhia inglesa Port of Pará, encarregada de construir o porto de Belém. Restituído às autoridades militares em 20 de novembro de 1920, o Forte permaneceria sob a jurisdição do Exército Brasileiro até 2001 quando o Governo do Estado do Pará conseguiu sua alienação visando à realização da terceira etapa do Projeto Feliz Lusitânia. Desta intervenção – amparada em pesquisas históricas, arquitetônicas e arqueológicas – resultou o Museu do Forte do Presépio e sua exposição de longa duração, localizada no antigo corpo da guarda, hoje rebatizado como Museu do Encontro.





































































































































































































































































































































sexta-feira, 21 de junho de 2013

Teatro da Paz



Historia

O público lotou a Praça D. Pedro II, em Belém, no dia 15 de fevereiro de 1878, para a inauguração mais esperada da província do Grão-Pará. O brilho nos olhos da população vinha do recém-construído símbolo da prosperidade paraense: o Teatro Nossa Senhora da Paz, logo chamado apenas de Teatro da Paz. O nome, escolhido em 1869, fazia alusão à expectativa do fim da Guerra do Paraguai, que acabaria um ano depois. Apesar de sua intenção pacifista, as negociações que envolveram a obra foram bem conturbadas. 

“Acumularam-se escândalos sobre escândalos”, dizia o jornal O Liberal do Pará alguns anos antes da inauguração do prédio. Envolvido em jogos de interesse ou submetido a alternâncias de partidos no poder, o glorioso edifício teve sua estrutura comprometida. Os relatórios finais indicavam problemas que poderiam levá-lo ao chão no mês seguinte à sua abertura. Mas as falhas foram ignoradas e o monumento foi inaugurado.

Desvios de dinheiro, favorecimento de alguns políticos e relatórios fraudulentos que acompanharam o processo de construção foram pouco a pouco abafados. O teatro não ruiu e passou por duas reformas nos anos seguintes, amenizando os vestígios de uma construção polêmica.